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ONDA DE ATAQUES DOS GOVERNOS ALERTA PARA A NECESSIDADE DA GREVE GERAL


por Carlos Henrique Caetano

Jonas Donizette, prefeito de Campinas, está em sintonia com Alckmin e Temer para atacar os trabalhadores. A prefeitura começou o ano atrasando salários, aumentando o IPTU e a passagem de ônibus.

Os trabalhadores vêm recebendo os salários parcelados desde outubro do ano passado e também houve corte de horas-extras. 

Jonas é amigo dos empresários da cidade. As consequências dessa aliança nós sentimos nos aumentos das tarifas e no desmonte dos serviços públicos, além do ataque direto aos servidores municipais. Essas mudanças no início do ano afetam especialmente aos moradores das regiões mais afastadas do Centro, como é o caso do Campo Grande, sempre sem médicos no pronto socorro, ônibus quebrados, falta de vagas nas creches etc.

Um exemplo dessa amizade dos políticos com a burguesia é o fato de que a prefeitura de Campinas paga já há muitos anos um subsídio às empresas de transporte. O prefeito anunciou no final do ano passado que irá reduzir esses subsídios e, por esse motivo, a tarifa irá aumentar num valor maior que a inflação. A desculpa do prefeito é a crise econômica. Para poder continuar usando o orçamento da cidade para pagar dívidas com grandes empresários e banqueiros, ele prefere sucatear ainda mais os serviços públicos. O secretário dos transportes Carlos Barreiro estima um subsídio de R$ 60 milhões no ano, o que mostra a mentira do governo quando diz que vai baixar o subsídio: em 2015 a ajudinha da prefeitura às empresas de transporte foi de R$ 45 milhões! Em janeiro de 2016 houve um aumento de 40% no subsídio e em dezembro o prefeito anunciou a redução, mas essa redução ainda mantém o valor total muito mais alto que o de 2015.
É óbvio que nesse caso também a população dos bairros afastados é mais afetada. É impossível sair da região do Campo Grande sem fazer pelo menos uma integração e acabar pagando mais pela passagem.

Os trabalhadores campineiros não vão ficar calados!

Na posse do prefeito e dos vereadores, a oposição sindical dos servidores se juntou para protestar e vaiar o prefeito caloteiro. Alguns grupos, infelizmente, preferiram dedicar o momento para aplaudir a posse da vereadora Mariana Conti (PSOL) e não se integraram ao protesto. Já sabemos que a luta precisa ser no chão, na rua, contra o parlamento burguês e o Estado. Mariana Conti deveria ter se juntado aos servidores em seu protesto!

Os estudantes da cidade também já se levantaram contra o aumento da passagem de ônibus e já organizaram dois atos no Centro da cidade. Assim como os motoristas de uma das empresas de ônibus que cruzaram os braços por estar sem salário. É preciso dar fim ao subsídio das empresas (e não aumenta-lo, como defende o PSOL) e estatizar o transporte para que ele seja público de verdade rumo à tarifa zero! Também é necessário recontratar os cobradores demitidos e acabar com a dupla função dos motoristas!

Nas eleições Jonas fez um monte de promessas, dizendo que em tempo de crise teve que priorizar o que já existia e que agora é hora de “olhar para frente”. Olhar pra frente aumentando a passagem de ônibus, prefeito? Não é possível. É importante lembrar que nessa última campanha, Jonas, que é do PSB, teve o apoio de mais 22 partidos: PCdoB / PPL / PP / PTB / PMDB / PSL / PTN / PSC / PR / PPS / DEM / PSDC / PRTB / PMN / PMB / PV / PSDB / PROS / PT do B / SD / PRP / PRB.

A saída é lutar e a unidade dessas lutas rumo a uma greve geral contra Jonas, Alckmin e Temer é uma tarefa que temos a seguir. Todos os governos estão unidos para atender aos interesses dos grandes empresários e dos banqueiros. Eles jogam nas costas do povo um ajuste fiscal que se concretiza na PEC 241, nas reformas da Previdência e trabalhista, no congelamento, parcelamento e atrasos dos salários. Dilma, que havia prometido não tocar nos direitos sociais “nem que a vaca tussa”, já vinha aplicando esse ajuste que agora os governos juntos continuam aprofundando.

Os governos só podem ser derrotados pela organização e mobilização dos trabalhadores. Fora Jonas, fora Alckmin, fora Temer, fora todos eles! A greve geral deve denunciar todos esses ataques e preparar a luta por um governo socialista dos trabalhadores apoiado em conselhos populares!

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