sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nota do PSTU de Campinas.


O PT de Campinas soltou uma nota posicionando-se contra o apoio do PT a candidatos “golpistas” na votação para as presidências da Câmara dos Deputados e Senado Federal. O motivo desse posicionamento é o golpe sofrido pelo PT nacional com o impeachment da ex-presidenta Dilma. Na verdade, esta já era uma decisão tomada pelo PT nacional que, mais uma vez, apoiou um candidato dos patrões à presidência da Câmara, André Figueiredo, do PDT.

O que o PT de Campinas não diz é que o governo da Dilma cometeu estelionato eleitoral ao prometer, durante a última eleição presidencial, que não tiraria os direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”. Mas, diga-se de passagem, a vaca tossiu, pois logo após Dilma ser reeleita presidenta, o governo do PT atacou os trabalhadores tirando os direitos de seguro desemprego, pensão, alteração das regras do FGTS, entre outros.

O apoio do PT a candidatos da base do governo Temer não é novidade alguma. Foi fazendo aliança com os partidos da direita e governando para os patrões que o PT, com Lula na presidência desde 2002, governou o Brasil.
Essa aliança com a direita teve início com o empresário José de Alencar (do PL!), vice-presidente dos governos Lula, continuou com o apoio a candidatos do PMDB para a presidência do Senado, como Sarney e Renan, e dura até os dias de hoje, mesmo depois do suposto golpe. O PT apoiou o candidato do Temer, Rodrigo Maia, para a presidência da Câmara em julho de 2016 e coligou-se com o PMDB golpista em 1260 cidades e em 734 municípios com o supergolpista PSDB nas últimas eleições municipais. Isto é, o golpe é um fantasma que só assombra quando é conveniente aos interesses do PT.
O que aconteceu é que, ao atacar os direitos trabalhistas, Dilma traiu os trabalhadores e perdeu seu apoio. Assim, escolheu tirar o país da crise econômica atacando os trabalhadores e piorando sua vida. A burguesia aproveitou a perda do apoio popular e a crise política que assolou o governo federal com os escândalos de corrupção para desestabilizar o governo e votar no impeachment. Para os patrões, era necessário dar continuidade aos ataques, e para isso era preciso jogar o limão espremido no lixo depois de ter consumido todo seu caldo, mesmo que azedo.
Agora, o novo agente dos patrões, o governo Temer, que tem tão pouco apoio dos trabalhadores quanto Dilma, tem pressa em tirar direitos e quer fazer a reforma da previdência e trabalhista, reformas essas que estavam sendo preparadas ainda sob o governo Dilma. O negociado sobre o legislado, por exemplo, foi até defendido pela da CUT petista. É por isso que o PT nada faz contra essas reformas além de discursos no Congresso Nacional.
A história do golpe serve apenas para esconder que o PT da Dilma governou para os empresários, banqueiros, latifundiários e abandonou os trabalhadores. Agora o PT de Campinas, assim como o PT nacional, tenta construir uma saída eleitoral com esperanças de voltar ao governo em 2018. Esse é o objetivo da nota do PT de Campinas.
O PSTU defende o Fora Temer e Fora Todos, pois os trabalhadores não podem confiar na Câmara de Deputados, nem no Senado e no governo pois são um bando de picaretas corruptos inimigos do povo trabalhador. Nenhuma diferença fará a eleição desse ou daquele presidente da Câmara.
É preciso construir uma greve geral e parar o país, botando para fora todos eles e construir um governos socialista dos trabalhadores apoiado em conselhos populares. Já, não em 2018!

Só a luta dos trabalhadores pode barrar as reformas trabalhistas e da previdência e colocar na cadeia todos os corruptos e devolver tudo o que foi roubado a um fundo administrado pelos trabalhadores.
Os militantes de luta e honestos do PT de Campinas devem se somar ao chamado do PSTU e da CSP-Conlutas para construir a Greve Geral contra os ataques e inimigos dos trabalhadores.
Fora Temer!
Fora Todos!

Greve Geral para barrar os ataques contra os trabalhadores!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ONDA DE ATAQUES DOS GOVERNOS ALERTA PARA A NECESSIDADE DA GREVE GERAL


por Carlos Henrique Caetano

Jonas Donizette, prefeito de Campinas, está em sintonia com Alckmin e Temer para atacar os trabalhadores. A prefeitura começou o ano atrasando salários, aumentando o IPTU e a passagem de ônibus.

Os trabalhadores vêm recebendo os salários parcelados desde outubro do ano passado e também houve corte de horas-extras. 

Jonas é amigo dos empresários da cidade. As consequências dessa aliança nós sentimos nos aumentos das tarifas e no desmonte dos serviços públicos, além do ataque direto aos servidores municipais. Essas mudanças no início do ano afetam especialmente aos moradores das regiões mais afastadas do Centro, como é o caso do Campo Grande, sempre sem médicos no pronto socorro, ônibus quebrados, falta de vagas nas creches etc.

Um exemplo dessa amizade dos políticos com a burguesia é o fato de que a prefeitura de Campinas paga já há muitos anos um subsídio às empresas de transporte. O prefeito anunciou no final do ano passado que irá reduzir esses subsídios e, por esse motivo, a tarifa irá aumentar num valor maior que a inflação. A desculpa do prefeito é a crise econômica. Para poder continuar usando o orçamento da cidade para pagar dívidas com grandes empresários e banqueiros, ele prefere sucatear ainda mais os serviços públicos. O secretário dos transportes Carlos Barreiro estima um subsídio de R$ 60 milhões no ano, o que mostra a mentira do governo quando diz que vai baixar o subsídio: em 2015 a ajudinha da prefeitura às empresas de transporte foi de R$ 45 milhões! Em janeiro de 2016 houve um aumento de 40% no subsídio e em dezembro o prefeito anunciou a redução, mas essa redução ainda mantém o valor total muito mais alto que o de 2015.
É óbvio que nesse caso também a população dos bairros afastados é mais afetada. É impossível sair da região do Campo Grande sem fazer pelo menos uma integração e acabar pagando mais pela passagem.

Os trabalhadores campineiros não vão ficar calados!

Na posse do prefeito e dos vereadores, a oposição sindical dos servidores se juntou para protestar e vaiar o prefeito caloteiro. Alguns grupos, infelizmente, preferiram dedicar o momento para aplaudir a posse da vereadora Mariana Conti (PSOL) e não se integraram ao protesto. Já sabemos que a luta precisa ser no chão, na rua, contra o parlamento burguês e o Estado. Mariana Conti deveria ter se juntado aos servidores em seu protesto!

Os estudantes da cidade também já se levantaram contra o aumento da passagem de ônibus e já organizaram dois atos no Centro da cidade. Assim como os motoristas de uma das empresas de ônibus que cruzaram os braços por estar sem salário. É preciso dar fim ao subsídio das empresas (e não aumenta-lo, como defende o PSOL) e estatizar o transporte para que ele seja público de verdade rumo à tarifa zero! Também é necessário recontratar os cobradores demitidos e acabar com a dupla função dos motoristas!

Nas eleições Jonas fez um monte de promessas, dizendo que em tempo de crise teve que priorizar o que já existia e que agora é hora de “olhar para frente”. Olhar pra frente aumentando a passagem de ônibus, prefeito? Não é possível. É importante lembrar que nessa última campanha, Jonas, que é do PSB, teve o apoio de mais 22 partidos: PCdoB / PPL / PP / PTB / PMDB / PSL / PTN / PSC / PR / PPS / DEM / PSDC / PRTB / PMN / PMB / PV / PSDB / PROS / PT do B / SD / PRP / PRB.

A saída é lutar e a unidade dessas lutas rumo a uma greve geral contra Jonas, Alckmin e Temer é uma tarefa que temos a seguir. Todos os governos estão unidos para atender aos interesses dos grandes empresários e dos banqueiros. Eles jogam nas costas do povo um ajuste fiscal que se concretiza na PEC 241, nas reformas da Previdência e trabalhista, no congelamento, parcelamento e atrasos dos salários. Dilma, que havia prometido não tocar nos direitos sociais “nem que a vaca tussa”, já vinha aplicando esse ajuste que agora os governos juntos continuam aprofundando.

Os governos só podem ser derrotados pela organização e mobilização dos trabalhadores. Fora Jonas, fora Alckmin, fora Temer, fora todos eles! A greve geral deve denunciar todos esses ataques e preparar a luta por um governo socialista dos trabalhadores apoiado em conselhos populares!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

MACHISMO MATA DOZE EM CAMPINAS, OITO ERAM MULHERES

Por Laura Leal e Parintins Lima

Poucos minutos antes do dia 1º de janeiro de 2017, o técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, matou a tiros a ex-mulher, mais 11 pessoas, sendo 7 mulheres durante o réveillon familiar no bairro Vila Proost de Souza, em Campinas (SP). Mais três pessoas ficaram feridas. O crime foi premeditado: o assassino, que se suicidou após o feminicídio, levava 10 bombas presas ao corpo e deixou um áudio gravado no celular e cartas com amigos endereçadas ao filho e à namorada. 
Segundo testemunhas e as cartas, a motivação para matar as mulheres e as outras vítimas foi a guarda do filho que Sidnei disputava com a ex-mulher, Isamara Filier, de 41 anos, de quem estava em processo de separação. As cartas avisavam que Sidnei queria, segundo suas palavras, “pegar o máximo de vadias da família juntas”. Além disso, trechos de uma das cartas despreza a luta por direitos humanos e o feminismo.
Num caso de feminicídio como este, que chamou a atenção de todo o país algumas questões se mostram bastante claras. A primeira é que este não é o único, nem o primeiro e nem o último caso de feminicído do país. Infelizmente as estatísticas, as manchetes dos jornais e revistas, deixam isso bem claro. A violência contra a mulher no Brasil é uma epidemia. Da mesma forma como os assassinatos de negros e negras na periferia e de LGBTs. 
A segunda coisa que fica clara é que leis como a Lei Maria da Penha não foram capazes de diminuir a violência contra as mulheres. E isso se dá por diversos fatores. Não é possível combater a violência contra as mulheres se não existir emprego para elas, se não existir casas e abrigos, se seus filhos não tiverem escola e saúde públicas, gratuitas de qualidade; enfim, se os governos não investirem de fato parte do orçamento público no combate à violência doméstica. O que não tem sido feito desde a aprovação da referida lei em 2006.
A terceira questão é que se faz mais do que necessária a autodefesa das mulheres. O exemplo das mulheres do bairro Menino Chorão em Campinas deve ser compreendido e seguido. No capitalismo, o que pode proteger as mulheres são sua auto-organização e autodefesa e não apenas uma lei.
Por fim, em momentos de crise econômica o capitalismo se utiliza de todas as formas de opressão para manter seus lucros e justificar seus ataques à classe trabalhadora. Precisamos organizar a classe trabalhadora contra essas ideologias, que nos dividem.



É PRECISO IR ALÉM DA DEMOCRACIA BURGUESA 
Os governos não resolvem os problemas das trabalhadoras. É preciso organizar as mulheres para lutar por uma sociedade socialista.
• Efetivação da lei contra o feminicídio!
• Salários iguais para homens e mulheres na mesma função.
• Construção de lavanderias, restaurantes públicos, gratuitos e de qualidade para libertar as mulheres do serviço doméstico.
• Construção de creches públicas nos locais de trabalho, moradia e estudo, em tempo integral, para todos os filhos da classe trabalhadora, gratuitas, de qualidade e com profissionais capacitados.
• Implementação dos Centros de Referência da Mulher, financiados pelo Estado, para dar assistência social e garantir apoio jurídico e psicológico às mulheres vítimas de violência.
• Criar mecanismos de punição exemplar a todos os agressores de mulheres: violência física e psicológica, assédio moral e sexual.
• Criar políticas de combate e punição ao machismo, que transforma as mulheres em objetos sexuais, como nas propagandas de cerveja.
• Criar políticas de saúde pública que atendam às mulheres em todas as fases de sua vida e não apenas na reprodutiva; que deem conta da diversidade (negras, jovens, lésbicas, trans, idosas, portadoras de necessidades especiais).
• Contraceptivos gratuitos nas Unidades Básicas de Saúde (DIU, pílula, pílula do dia seguinte, camisinha feminina e masculina, etc.) sem burocracia.
• Criminalização da LGBTfobia.
• Aprovação da Lei João Nery, pelo Direito ao Nome Social.
• Por uma Educação Inclusiva. Vai ter Debate de Gênero, sim!
• Atendimento ao aborto legal em todos os hospitais, sem necessidade de apresentação do boletim de ocorrência; descriminalização e legalização plena do aborto.
• Aborto legal, gratuito e seguro!
• Nenhuma confiança nos governos! Fora todos eles! Por um governo socialista, dos trabalhadores, baseado em conselhos populares!


AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM CAMPINAS

O cotidiano de ônibus lotados, altas tarifas e veículos quebrados no transporte coletivo em Campinas vai piorar ainda mais neste início de ano com mais um aumento da passagem de ônibus: o prefeito Jonas Donizette, reempossado essa semana, anunciou que a tarifa vai ficar 18,4% mais cara a partir de 7 de janeiro, subindo dos atuais R$ 3,80 para os abusivos R$ 4,50.
Transporte público não é visto como um direito da população, mas sim como um serviço a ser entregue às concessionárias e grandes empresas que, para aumentar seus lucros (que já são bem altos), oferecem um serviço de péssima qualidade e rebaixam os salários de seus funcionários ou os demitem, como aconteceu recentemente em nossa cidade com os cobradores. Motoristas tem jornadas extenuantes e péssimas condições de trabalho. As empresas responsáveis pelo transporte em Campinas tiveram a cara de pau de afirmar que o novo valor não garante o equilíbrio econômico-financeiro do sistema e que seria necessária uma tarifa de no mínimo R$4,80. O que elas querem dizer, na verdade, é que querem ainda mais lucro às custas do sacrifício da população.
O preço de R$ 4,50, 70 centavos a mais que a tarifa atual, será cobrado dos passageiros que pagam a passagem em dinheiro e no vale-transporte. Usuários do bilhete único terão desconto de míseros R$ 0,30 sobre a tarifa cheia, ou seja, irão pagar 40 centavos a mais do que o preço atual.  Outra medida que provocará ainda mais sofrimento aos trabalhadores que dependem do transporte coletivo, é a mudança no sistema integração: quem fizer a segunda integração dentro do período de duas horas perderá o desconto de R$ 0,30 no bilhete único e pagará a tarifa de R$ 4,50. Por exemplo, quem sair do Parque Itajaí até o hospital da PUC e de lá fizer a integração para o Centro (com o bilhete único) irá pagar R$ 4,20. Mas se do Centro essa pessoa for para a Unicamp, fazendo a segunda integração, vai perder o desconto de R$ 0,30.
A prefeitura paga já há muitos anos um subsídio às empresas de transporte. O prefeito anunciou que irá reduzir esses subsídios e, por esse motivo, a tarifa irá aumentar num valor maior que a inflação. A desculpa do prefeito é a crise econômica. Para poder continuar usando o orçamento da cidade para pagar dívidas com grandes empresários e banqueiros, ele prefere sucatear ainda mais os serviços públicos. O jornal Correio Popular desse dia 2/janeiro informou que o secretário Carlos Barreiro estima um subsídio de R$ 60 milhões no ano, o que mostra uma incoerência do governo, já que em 2015 o subsidio foi de R$ 45 milhões! Em janeiro de 2016 houve um aumento de 40% no subsídio e em dezembro o prefeito anunciou uma redução, mas que mantém o valor total muito mais alto que o de 2015.
O PROBLEMA DA TARIFA ALTA NÃO É A DIMINUIÇÃO DESSE SUBSÍDIO 
O aumento de subsídios estatais às empresas parece poder num primeiro momento reduzir a passagem, mas ele não vai reverter a precarização do transporte e tampouco melhorar as condições dos trabalhadores. E, no fim, acaba não impedindo o aumento da tarifa, que é o que acontece todos anos, com aumento ou não do repasse da prefeitura às empresas. Não dá para resolver o problema do transporte público sem inverter essa lógica regida pelo lucro. Isso significa estatizar todo o sistema de transporte, revertendo o que hoje vai de lucro às empresas e acionistas para a melhoria e expansão do serviço à população. Estatizar, contudo, sob o controle dos trabalhadores, que é quem conhece de fato os problemas e necessidades da grande maioria da população.
2% do PIB para o transporte público de massa!
Fim da dupla função dos motoristas e retorno dos cobradores!
Investimento público e estatização do transporte sob controle dos trabalhadores, rumo à tarifa zero!
Por um governo socialista dos trabalhadores, sem aliança com nenhum empresário ou banqueiro, apoiado em conselhos populares!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

ATRASO NO SALÁRIO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS


Jonas Donizette anunciou nesta quinta-feira mais um ataque: a prefeitura irá atrasar os salários dos servidores municipais. Os trabalhadores vem recebendo os salários parcelados desde outubro e também houve corte de horas-extras.

Todos os governos estão unidos para atender aos interesses dos grandes empresários e dos banqueiros. Temer, Alckmin e Jonas jogam nas costas do povo um ajuste fiscal que se concretiza na PEC 241, nas reformas da Previdência e trabalhista, no congelamento e parcelamento dos salários e nos atrasos. Dilma, que havia prometido não tocar nos direitos sociais “nem que a vaca tussa” , já vinha aplicando esse ajuste que agora os governos juntos continuam aprofundando.

A burguesia precisa impor um novo patamar de exploração à nossa classe para manter seus privilégios e salvar os seus negócios. Jonas é amigo dos empresários da cidade. As consequências dessa aliança nós sentimos nos aumentos das tarifas (IPTU, por exemplo) e no desmonte dos serviços públicos. Agora mais esse ataque contra os servidores municipais para salvar os ricos. 

Os governos só podem ser derrotados pela organização e mobilização. Domingo dia 1° de janeiro tem ato dos municipais em frente a câmara dos vereadores de Campinas às 9h. A greve geral é uma necessidade para evitar que Jonas, Alckmin e Temer continuem jogando a conta da crise para os trabalhadores pagarem. Precisamos de um governo socialista dos trabalhadores apoiado em conselhos populares.

domingo, 11 de dezembro de 2016

FAMÍLIAS OCUPAM HOTEL ABANDONADO EM CAMPINAS

 (Foto: José Braz/EPTV)
Nesta semana, famílias sem moradia ocuparam um hotel abandonado na rua Saldanha Marinho no Centro de Campinas. A falta de moradia é uma realidade de nossa região e ações como essa são alternativas que as famílias encontram diante da falta de políticas efetivas das prefeituras da região para a moradia nas cidades. Segundo o IBGE, Campinas tem 10 mil imóveis desocupados para fins de especulação.


NENHUMA FAMÍLIA SEM-TETO E SANEAMENTO BÁSICO PARA TODOS

Todo trabalhador e trabalhadora, todos os jovens e todas as crianças devem ter assegurado o seu direito à moradia. Acontece que é muito difícil garantir esse direito já que os grandes burgueses usam a terra como “Propriedade Privada” para ganhar dinheiro, para especular e não para garantir as necessidades sociais. Isso é um roubo porque torna “dono” de um lugar alguém que muitas vezes nem sabe que ela existe e não exerce nela nenhuma atividade. Desse modo, a área, terreno ou edificação não serve em nada à sociedade. Enquanto isso, milhões não têm um teto para morar.
Para lidar com o déficit habitacional, defendemos as propostas do movimento Luta Popular, filiado à CSP-Conlutas:
  • Transformar em moradias populares os prédios, casarões e edificações que se encontram inutilizadas por um período maior que 2 anos. As prefeituras possuem um cadastro de acompanhamento destes imóveis e alguns deles foram alvos de ocupações muitas vezes, o que também comprova o tempo em que estão sem utilidade (a prefeitura de São Paulo, por exemplo, realizou um processo de levantamento e notificação destes imóveis em 2014, mas não fará nada com isso porque não quer bater de frente com seus financiadores de campanha, denuncia o movimento). Estes imóveis devem ser tomados pelas administrações municipais e reformados para servirem como moradias ou espaços públicos, de cultura, educação e lazer. Estes imóveis devem ser de propriedade pública, dos municípios ou estados, e serem destinados ao aluguel social, por um preço justo, nunca superior a 1/3 da renda dos que necessitam;
  • Suspender imediatamente todos os despejos de áreas públicas municipais ocupadas por famílias de baixa renda com finalidade de moradia. (O Movimento Luta Popular fez um levantamento ainda inconcluso e, apenas em São Paulo, há mais de 4.700 liminares de reintegração de posse, ou seja, ordens de despejo). Dentre elas há empresas que construíram pátios em terrenos da prefeitura. O movimento exige separar as diferentes situações e suspender os despejos das ocupações para moradia.
  • Uma empresa municipal e estatal de obras pode garantir a construção das moradias populares que faltarem, a baixo custo, garantindo emprego, qualidade e atacando a especulação imobiliária; além de garantir a universalização do saneamento básico, cujo déficit no Brasil, um país tão rico, é inexplicável, uma vergonha, um verdadeiro escândalo, sendo fonte de doenças, de mortalidade infantil e de enorme desigualdade.

A luta por moradia deve ser também uma luta contra os governos. Greve geral pra botar pra fora Temer, Alckmin, Jonas e todos eles!
Abaixo a PEC 55! Em defesa dos direitos de aposentadoria, de saúde, de educação, de moradia! Contra o ajuste fiscal!
Queremos a cidade sob controle dos trabalhadores organizados em conselhos populares!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

POLÍCIA REPRIME ATO DE ESTUDANTES DA REGIÃO DO OURO VERDE EM CAMPINAS

Ato foi realizado contra a PEC 241 e a Reforma do Ensino Médio do governo Temer



Na manhã de hoje, 18/10, às 7h, vários estudantes das escolas estaduais Professor Newton Pimenta, Eduardo Barnabé, Eliseu Narciso, Orlando Signorelli e Cecília de Godoy realizaram um ato na região do Ouro Verde contra a PEC 241, que congela por 20 anos os gastos públicos, e a Reforma do Ensino Médio, que deixa de considerar obrigatórias várias disciplinas do currículo escolar.
O ato teve início em frente à escola Newton Pimenta, seguiu em direção ao Terminal de ônibus do Ouro Verde e terminou na frente da escola novamente. Os estudantes protestavam: “Sou estudante! Eu quero estudar, mas o Temer não quer deixar! Fora, Temer! Contra a Reforma!”.
Repressão
Depois de invadir a ocupação da escola Newton Pimenta, na última quinta-feira, sem ordem judicial, retirando os estudantes e detendo-os dentro de um ônibus policial durante toda a manhã, a polícia novamente age contra o movimento estudantil. No ato de hoje, quando os estudantes voltavam ainda em ato do Terminal Ouro Verde, a polícia da Guarda Municipal intimidou, imobilizou e deteve alguns manifestantes, utilizando bombas de efeito moral, gás de pimenta e armas de eletrochoque. Alguns foram levados para a 2ª. delegacia de polícia de Campinas, onde estão sendo acompanhados por ativistas.
#ForaTemer #OcupaTudo